Um rio, duas nacionalidades

Postado em 09/10/2018 as 14:32:01

UM RIO, DUAS NACIONALIDADES



Diletos Leitores e Leitoras,



Fala-se e escreve-se muito sobre a Região do Douro, e não é para menos. Área de solo pobre, tornou-se nobre pelas plantações das vinhas que geram a matéria prima para a elaboração dos renomados Sucos da Bíblia portugueses, que virou em 1756 por iniciativa do governo do Marquês de Pombal, a primeira região demarcada e regulada no mundo. É um exemplo excepcional de uma região tradicional que vive em torno da produção vinícola, e por tal, é o real motivo para o orgulho daqueles que vivem na pequena-grande nação lusitana. Essa famosa região é entrecortada pelas águas do Rio Douro, e na primeira vez que o contemplei, encantado, busquei no horizonte as propaladas curvas que o caracterizam, e ao mesmo tempo dei asas à minha imaginação que me transportou pela “memory lane” para os tempos áureos e cheios de gloria em que o papel de importância desse curso d’água para o desenvolvimento regional, quando Portugal mantinha além-mar as suas colônias, dentre elas o Brasil, era, e continua sendo, fundamental. Interessante é que a olho nu, o Rio Douro se diferencia muito pouco de outros que já contemplei pelo mundo afora, e que compõem a imensa coleção de rios por mim singrados, e que guardo nos arquivos da minha memória.

Duero e Douro, são dois nomes para um único rio que banha áreas pontilhadas por milhares de vinhas maravilhosas. Ele nasce Duero, na província de Sória, Serra de Urbión na Espanha, a mais de dois mil metros de altitude. Percorre pouco mais de 800 quilômetros até chegar na sua foz, no norte de Portugal na lindíssima cidade de Vila Nova de Gaia, vizinha à Cidade do Porto, a segunda cidade mais importante de Portugal. O Duero/Douro é o terceiro maior rio da península ibérica, somente atrás do Rio Tejo e do Ebro. Desenvolve-se ao longo do noroeste da Espanha, em seguida, acompanha por vários quilômetros a fronteira luso espanhola e, depois, percorre os quilômetros finais em território português até alcançar a sua foz no Atlântico. Do lado espanhol, cruza cinco províncias e, logo após entrar em território português percorre vários quilômetros através de maravilhosos cânions, nos quais abundam as suas famosas e inesquecíveis curvas. O Vale do Rio Douro, que se localiza a pouco mais de 100 quilômetros da Cidade do Porto, é considerado, por mim, a mais linda região vitivinícola do mundo. Acho que muita gente, nesse sentido, pensa como eu. Fazer o passeio de barco entre Peso da Régua, passando pelo Pinhão e chegando a Barragem, já no Douro Superior, é uma das maiores e mais sensacionais experiências relacionadas à beleza natural aliada à cultura do vinho. As paisagens de encantadora beleza, inebriam o espectador. Quem já fez esse passeio, sabe que não estou exagerando. Mas, voltando ao que mais interessa, ressalto que nesses poucos anos que os viticultores portugueses na Região do Douro (em outras também) resolveram se dedicar com mais ênfase aos vinhos de mesa, não fortificados, os resultados têm sido fabulosos. Uma pequena curiosidade para informação, são poucos os portugueses que chamam de vinho fino, o vinho que consomem, a maioria prefere chamar de vinho de mesa. Em Portugal, hoje em dia, vinhos espetaculares são lançados ano após ano. Sabem qual é a matéria prima que mais contribue para diferencia-los? As castas autóctones, meus diletos leitores, que são notadamente especiais. Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta Cão, e Sousão, são as mais destacadas. A casta indígena Touriga Nacional é a “grande vedete” (conhecem essa expressão? espero que sim), pois possui características singulares, principalmente nos aromas. Alguns ousados produtores produzem vinhos varietais com 100% dessa casta, mas os mais destacados e meus favoritos, são produzidos por vinhas velhas, que geralmente são uma miscelânea das cepas plantadas no mesmo espaço de terra, muitas delas com mais de cem anos de vida. Fenomenal! Fiquem sabendo que os varietais, em sua grande maioria, geralmente são produzidos a partir de vinhas que foram plantadas mais recentemente. Pronto, cheguei aonde queria pra dizer à vocês que, todos esses vinhos reluzentes e sensacionais, elaborados com essas castas “portuguesas com certeza”, que citei acima, fazem parte do portfólio super exclusivo da Bacozon. Espiem aí a variedade de gostosuras à disposição, vindas justamente dessa região icônica, que acabo de descrever pra vocês. Já degustou os exclusivos vinhos do Douro trazidos pela Bacozon especialmente para os seus clientes em Manaus? Não? Tá esperando o quê? Acessa aí, pois vai encontrar bons motivos, todos engarrafados, para aumentar o seu prazer.

O melhor da vida está sempre por vir. Vamos, portanto, comedidamente, beber, comer e amar. Um brinde à sua saúde!